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Superfície PEI: como usar, limpar e recuperar a aderência

3 min de leitura

A peça descola ou gruda demais? Quase sempre é gordura na chapa. Como cuidar do PEI e o cuidado extra com PETG.

A chapa PEI flexível resolveu de uma vez o problema mais chato da impressão FDM: a peça que não gruda e, quando gruda, não sai. Ela funciona por adesão térmica, ou seja, segura firme enquanto está quente e libera sozinha quando esfria. Mas ela tem regras, e ignorá-las produz exatamente os dois problemas que ela deveria eliminar.

Como ela funciona

O PEI é um polímero com afinidade química pelo plástico fundido. Quente, ele segura; frio, ele contrai numa taxa diferente da peça e a solta. Por isso a regra número um é: espere esfriar. Tentar arrancar a peça quente é a causa mais comum de PEI arrancado junto.

Sendo a chapa magnética e flexível, o jeito certo é remover a chapa da mesa, esperar chegar perto da temperatura ambiente e flexionar. A peça salta.

Temperatura

  • PLA: mesa entre 50 e 60 °C.
  • PETG: entre 70 e 85 °C.
  • Mais quente que isso não melhora a aderência e aumenta o pé de elefante.

O inimigo é a gordura

Noventa por cento dos casos de "meu PEI parou de grudar" são gordura do dedo. Basta encostar na região onde a peça vai nascer. A oleosidade da pele forma um filme que o plástico não atravessa.

A limpeza de rotina é álcool isopropílico e papel, com a mesa fria, antes de cada impressão importante. Uma vez por mês, ou quando o álcool não resolver, lave a chapa na pia com água morna e detergente neutro, esfregando com esponja macia, e seque bem. O detergente remove o que o álcool não tira, e é o truque que faz a chapa "voltar a ser nova".

Se ainda assim não pegar, uma lixa d'água 1000 passada de leve e em movimentos circulares recupera a textura de um PEI liso muito polido pelo uso. Isso é último recurso, não manutenção.

O cuidado obrigatório com PETG

PETG adere demais ao PEI. Tanto que a peça pode levar um pedaço da chapa ao sair, e isso não se conserta.

A solução usada em produção é simples: passe uma camada fina de cola bastão na região da peça. Ela funciona como separador, não como adesivo. É contraintuitivo, mas é o que salva a chapa. Com PLA não é necessário.

Primeira camada

Nenhuma superfície compensa mesa desnivelada ou bico longe demais. Se a primeira camada sai como espaguete solto, o problema é altura, não aderência. Se sai transparente e rugosa, o bico está perto demais. A primeira camada correta tem linhas que se tocam, com aspecto fosco e uniforme.

O que nunca fazer

  • Raspar com espátula de metal sobre a chapa. Arranhão em PEI é permanente e vira ponto onde a peça sempre descola.
  • Usar acetona. Ela ataca o PEI.
  • Guardar a chapa dobrada ou com peso em cima.

Quando trocar

O PEI dura anos com cuidado. Troque quando houver falha visível na camada, área onde a peça nunca mais gruda mesmo depois da lavagem, ou pedaço arrancado. Como a chapa é flexível e magnética, a troca leva um minuto.

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